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sábado, 1 de novembro de 2014

You Are The Music In Me! por: Eve


Prologo

Estava frio, e eu estava sozinha no meio de tanta gente desconhecida, fazia horas que eu andava e não achava minha casa ... Como eu sinto falta da minha mãe, e de quando ela cantava pra mim. Sabe eu não gosto de morar naquele lugar, com aquelas pessoas que eu nem conheço, a mamãe disse que ia voltar pra me buscar mais ela não veio,então eu vou me sentar aqui nesse banquinho até a hora em que ela vier me buscar.

Tão pequena!

Em um dia de segunda-feira agitado, a madre Mercedes diretora do orfanato “Divina Providência” estava muito ocupada e preocupada devido as contas acumuladas e o orçamento que não fechava. O número de adoções havia diminuído consideravelmente, mais o número de crianças deixadas no orfanato só triplicava, e por consequência ficava mais difícil manter o estabelecimento  aberto e funcionando avidamente. Nesse mesmo dia devido as grandes preocupações, a madre esqueceu de pedir que fosse buscar a pequena Evellyn na escola, em seu primeiro dia de aula. Já passavam das 5h00min da tarde e ninguém aparecia, a menina entrou em desespero e saiu da escola sozinha, ela andava sem rumo pelas ruas da cidade, e só pensava em ver sua mãe e no quanto ela sentia sua falta, falta de seus carinhos e de quando sua mãe cantava para que ela se acalmasse, o que a pequena Evellyn não sabia, era que sua mãe Sra. Maria, havia morrido de câncer a três messes atrás, logo após te-la deixado no orfanato aos cuidados da madre Mercedes.
Enquanto isso no Copacabana Palace, o ainda não muito conhecido Simon Cowell tomava seu whisky 15 anos noturno de rotina no bar do hotel, quando avistou uma pequena criança deitada em um banquinho logo em frente, ele analisou tudo desde as meias três quartos brancas até seu cabelinho todo cheio de cachinhos com uma tiara cor de rosa com lacinhos, quando ele percebeu que a menininha estava chorando ele resolveu ir até ela, afinal que espece de homem ele seria se não prestasse ajuda a uma criança? pensou. Ele não fazia ideia do que fazer muito menos do que falar, mais seu instinto protetor ou até mesmo fraternal falou mais alto.
- Oi – Simon se abaixou no banco ao lado da cabeça da menina, que soluçava de tanto chorar, ele sabia que não seria fácil, provavelmente a mãe daquela criança deveria estar procurando-a naquele exato momento – Como você se chama? – Simon insistiu, mas a menininha não parava de chorar nem se quer um segundo, ele não fazia ideia do que fazer, estava totalmente à deriva, mais por um impulso ou talvez por comoção de tanto ver aquela garotinha indefesa chorar ele a pegou no colo e a levou para o hotel, lá Simon providenciou um pouco de água e comida para a menina, que aceitou calmamente mesmo sem pronunciar uma palavra. Assim que ele a entregou o prato com alguns doces se surpreendeu e rio de canto ao ver a felicidade da menina, que comeu até o último suspiro (literalmente). Logo depois ele foi atrás de informações, para poder levar a garotinha de volta pra sua casa, e acabou descobrindo que a menina morava em um orfanato deixando sua face quebrar em pequenos pedaços de tanta tristeza.
- Bom mesmo você não querendo falar comigo, e dizer seu nome que eu aposto, deve ser lindo me chamo Simon – ele não era bilíngue ou alguém que dominava a língua portuguesa, mas sabia se virar quando necessário, Já a menina achava engraçado o jeito que ele falava, mas ainda sim permanecia calada. Simon tratou de levar rapidamente a menina de volta ao orfanato, no cainho ele tentava distinguir ou até mesmo decifrar o sentimento que aquela pequena garotinha havia despertado em si mesmo, logo ele um homem solteiro e descompromissado que vivia viajando sem rumo já que ele era um caça talentos. Ao chegar no orfanato Simon levou a menina até a porta, mais percebia a que a cada passo ela ficava cada vez mais tensa.
- Você não gosta daqui não e mesmo? – Simon perguntou assim que apertou a campainha, e pela primeira vez a pequena Evellyn olhou em seus olhos, ele podia ver claramente a dor e a tristeza nos mesmos agora marejados. Quando a madre Mercedes abriu a porta, se deu conta de que tinha esquecido da garotinha.
- Oh querida me desculpe – a madre imediatamente abraçou a menina, e agradeceu mentalmente por ela estar de volta e intacta – Vamos entre – a madre pediu a menina, que por impulso ou até mesmo agradecimento virou e abraçou Simon, que se surpreendeu com a atitude da menina que logo depois sumiu dentro do grande sobrado de decoração rustica onde funcionava o orfanato.
- Muito obrigada por tê-la trazido de volta, que Deus lhe abençoe e lhe guarde de todo mal – a madre o agradeceu, ainda na porta observando Simon meio desajeitado com as mãos nos bolsos da calça jeans, fiando os pés.
- Eu me sinto honrado mas eu gostaria de lhe perguntar o nome da menina – ele precisava saber o nome da criança, a criança que lhe despertara um sentimento tão puro e nobre.
- Seu nome é Evellyn, ela veio pra cá a mais ou menos três meses, assim que sua mãe morreu de câncer na garganta, ela é meio fechada não fala com ninguém, apenas o necessário, vive chorando pelos cantos acho que na cabeça dela a mãe ainda vai voltar, seu único consolo é uma caixinha de música deixada por ela – a madre assim como todos o orfanato sabia que a mãe da menina não havia morrido somente de câncer na garganta, na verdade  ela estava com uma doença venérea que por consequência acabou causando o câncer.
- É ... EU ... GOSTARIA DE ADOTA-LA – as palavras de Simon saíram como um sopro do vento, porque Simon; ele não tinha certeza de muita coisa na vida, não sabia nem quanto causava direito, mas por algum motivo de força maior ele resolveu aos 39 anos fazer como sempre o que seu coração mandava “salvar uma criança”. A madre ficou estática, mas não disse nada, afinal ela estava necessitada demais de recursos para pensar em alguma coisa racionalmente falando.
Simon precisou ficar por mais alguns dias na cidade para que conseguisse a guarda definitiva da menina, no começo ele teve um pouco de dificuldade já que era solteiro, sem paradeiro e sem renda fixa, mais a madre tratou de mexer seus pauzinhos para ajudar o rapaz que acabou ficando com a guarda definitiva da garota. Mais ele sabia que não podia levar a garota consigo, não por hora, ele não tinha uma renda fixa nem onde morar, sabia que uma criança precisava de toda atenção do mundo coisa que por enquanto ele não poderia lhe oferecer, então optou por lhe deixar no orfanato aos cuidados da madre até que atingisse a maior idade.
Com o decorrer dos anos Simon ligava diariamente para a garota, sem falar que mandava uma boa quantia em dinheiro mensalmente para que não lhe faltasse absolutamente nada, enquanto isso a pequena Evellyn agora nem tão pequena assim, fazia cursos intensivos de inglês e sempre que Simon ligava ela tinha uma coisa nova para lhe dizer, o que deixava o mesmo cada dia mais encantado com sua “filha”  principalmente a cada vez que ela acidentalmente o chamava de pai, nessas horas o coração do coitado ia a mil de tana felicidade, o tempo passou e Simon entrou para o THE X FACTOR que Evellyn sempre assistia para ver seu pai. Assim que Evellyn completou seus 18 anos sabia que tinha que ir morar em outro pais com seu pai, esse que  esperava ansiosamente pela chegada de sua filha, que mesmo com o passar dos anos não perdera a doçura da voz e o lírio dos olhos, que ele sempre via através de fotos que o mesma mandava quase todos os dias durante os longos quinze ano que eles ficaram sem se ver. Às vezes Evellyn lembrava de sua mãe e chorava até não poder mais, porque lá no fundo bem lá no fundo ela ainda esperava que sua mãe voltasse. Logo Evellyn estava se despedindo do orfanato e de todos que ali habitavam para ir morar na grande Londres com seu pai, ela se despediu com muita dor no coração daqueles que lhe acompanharam durante sua jornada no orfanato.

1.Nova casa, nova vida.

(Evellyn's P.O.V)

Acordei com a aeromoça me chamando e dizendo que já tínhamos pousado, meu corpo estava meio gelado de nervosismo, bom eu estou meio longe de casa ... ou não eu estou em casa. Peguei meu celular e liguei pra ver se tinha alguma mensagem de Simon mais não tinha, então peguei minha bagagem de mão e sai em direção a área interna do aeroporto pegar o resto da minha bagagem, fiquei em torno de 23 minutos esperando as minhas malas e assim que peguei tudo fui me direção ao saguão depois de ter voltado três vezes no detector de metais. E lá estava ele, do mesmo jeito que o vi há alguns anos, talvez mais experiente e menos ansioso mais era o mesmo, com aquele jeito despreocupado e aqueles cabelos mais ou menos grisalhos. Quem vê um homem assim tão novo é meio difícil de chamar de pai, fui andando em sua direção e observei que ele estava acompanhado de uma mulher que se não me engano era Laura Silverman sua nova "namorada" ou "namorida" como preferir, Simon já havia me falado bastante dela e que eles estavam tendo um rolo que resultou no pequeno Enri meu irmãozinho, ele não esperou que eu chegasse perto o bastante e veio falar comigo (lê-se me matar asfixiada).
- Pequena como você cresceu, da última vez que te vi ainda dava pra te pegar no colo – ele falou e todos a nossa volta olharam, mas quem não olharia Simon Cowell o grande empresário e jurado de um dos maiores realitys da Inglaterra chamando uma menina de pequena ao lado de sua suposta esposa? Mas enfim isso não nos interessa não é mesmo? E ele tem mesmo razão eu cresci, e estou muito feliz com isso.
- Com certeza, mais eu ainda sou pequena – falei enquanto ele quase me sufocava em um abraço, que mesmo me apertando me fez relaxar e me fez assumir que sim eu estava morrendo de saudades dele.
- É realmente, o que aconteceu? Pensei que você fosse ficar super alta – ele ironizou e nós rimos – Bom já que estamos no momento The family, quero te apresentar oficialmente minha namorada Laura – ela estendeu a mão e eu também, logo em seguida ela me puxou para um abraço e beijinhos em abas as bochechas .
- Oi querida é realmente um grande prazer te conhecer – ela me com um grande sorriso,e aqueles dentes tão brancos que chegavam a brilhar.
- Também é um grande prazer conhece-la Laura, mas queria muito saber onde está meu irmãozinho – voltando ao assunto do Enri esqueci de dizer que eles deram uma puta pulada de cerca, mas no fim do ano passado eles se acertaram em março se não me engano, e agora em novembro o bebê nasceu, acho que foi no dia 14.
- Deixamos ele em casa, ele ainda é muito novinho pra tantas emoções – deixamos o aeroporto enquanto eles me falavam mais algumas coisas dele, o que me deixou mais curiosa e ansiosa pra conhece-lo pessoalmente porque até agora só vi por foto.
-  Há quando chegar em casa vamos conversar viu mocinha – Simon  me olhou com uma cara meio carrancuda, como se fosse algo bem sério mais que eu me lembre não fiz nada de errado.
- Evellyn não liga, acho que você já deve saber que ele sempre faz isso e bom ... Só tem piorado com a idade – Laura falou e o abraçou de lado, entramos no carro estacionado na frente do aeroporto e fomos pra casa.
 Chegamos na minha “casa nova” mais ou menos 15h30mim.
- Bem vinda a sua nova casa querida, espero que goste de tudo, eu e Simon arrumamos o seu quarto, e particularmente estou super ansiosa pra saber o que você achou – deixamos as malas na grande sala branca e subimos as escadas, no caminho passamos pelo quarto do Enri, que é uma gracinha dá até vontade apertar, chegando em meu quarto me seguida , eu e Laura subimos sozinhas o que nos deixou mais à vontade para conversar sobre “coisas de menina” , ela perguntou se eu tinha namorado e tudo, mas eu ainda não me sinto completamente à vontade com ela.Antes de ela me apresentar o quarto em si a mesma me levou até o closet que a chamou de santuário da beleza.
 Ele é da mesma cor do meu quarto com armários completamente cheios e espelhos por toda parte, as roupas todas ainda com etiquetas que continham números com tantos zeros que fiquei até tonta, por curiosidade me atrevi a olhar o preço de um salto e quase cai pra traz de tão caro, mostrei a Laura como se quisesse saber se era de ouro.
- É um scarpin do designer francês Christian Louboutin, lindo não é mesmo? – ela falou do sapato olhando pra ele de uma forma tão... ãh ... esquisita, me explicou tudo que se referia a ele como se fossem coordenadas geográficas.
- Lindos e caros ... – mesmo com meu comentário idiota ela sorrio como se eu estivesse fazendo alguma coisa bem engraçada e ironizou em seguida.
- Bem, caros ele são mais dão um poder incrível as mulheres –rimos, pra descontrair –Há já tinha esquecido, acho que vamos a uma festa hoje.

Capitulo 2. O primeiro dia

Assim que ela disse aquilo eu me calei e resolvi só escutar, eu não estava afim de ir a uma festa, pelo menos não hoje, na verdade eu prefiro um livro e chá. Assim que terminamos de olhar o quarto Laura foi olhar o bebê e eu fui procurar meu “pai” naquela casa imensa, andei, andei até que achei o escritório com a porta entre aberta, Simon falava ao telefone de costas pra mim/porta e de frente para janela. Me sentei em uma cadeira de frente pra sua mesa de madeira maciça, fiquei brincando com uma cavalinho também de madeira que estava em cima da mesa e reparei que ele tinha uma foto minha na estante de livros logo atrás da mesa.
- Gostou da foto? – ele falou pegando a foto da estante e me dando um pequeno susto, já que estava totalmente fora da terra – você tinha acabado de completar 15 anos lembra? – como ele me perdi em pensamentos lembrando de todo ocorrido, Simon parecia ter dor nos olhos, bem como eu.
- É eu tinha acabado de chegar do hospital.
- Você quase me fez ir até lá, eu morri mil mortes só de pensar o que poderia acontecer com você – ele me encarava com uma ternura que eu nunca tinha visto antes, uma coisa fraternal que só quem é pai e filha sente, mesmo não sendo de sangue ele é meu pai, a pessoa que me apoiou em todos os momentos até aqui mesmo de longe.
- É eu lembro que você mandava mensagem a cada 15 minutos e ligava a cada uma hora, para saber meu estado – bom eu tinha sofrido um acidente na escola e fraturei duas costelas, quebrei quatro e a perna, e também descobri um nódulo na garganta, fiquei inconsciente por alguns dias por meu sistema imunológico ser uma merda, e por eu ser fraca.
- Até hoje não consigo acreditar que não pude estar lá com você – ele se sentou na cadeira do outo lado da mesa – desculpe. Como está a sua garganta depois da cirurgia pra retirar o tumor?
- Bem melhor, eu já até canto como antes – falei a ele tentando acalma-lo afinal de contas ele e super paranoico com isso.
- Eu te peso desculpas, de novo por não estar lá com você... 
- Claro que eu desculpo, você estava trabalhado e também estava do outro lado do mundo, mas tem uma coisa que eu quero – vou e aproveitar da fraqueza do velho pra falar que não quero ir a nenhuma festa – Eu não quero ir nessa tal festa – fiz uma careta e fechei os olhos.
- Sem acordo, você vai já a decidido – ele me olhou e pegou minha mão – Filha você precisa sair, conhecer pessoas, eu sei que você não gosta muito mais é necessário.
- É porque hoje eu estou realmente mito cansada – fiz biquinho e uma cara fofa – Por favor!
- Você deveria ser advogada, seu poder persuasivo é realmente inigualável – me assustei com aquela afirmação, porque cá entre nós Simon Cowell pode ser tudo menos persuadível.
- Querido papai, você não conhece nem a metade do meu poder de persuasão - dei meu glorioso sorrisinho falso e me levantei - Se precisar de algo estou no meu quarto - disse me retirando de seu escritório rapidamente, antes que ele desse uma veneta e decidisse que eu deveria ir á essa festa.
Meu quarto é ótimo, lindo e espaçoso, na verdade tão espaçoso que esta me dando agonia, e como claustrofobia, mesmo sendo humanamente impossível ter claustrofobia dormindo nm quarto desse, mas é tudo tão... desagradavelmente grande, é uma missão impossível tudo isso, são tantas gavetas e portas e ... "AGRH" que Hera me dê muita paciência porque a minha é realmente pouca. Depois do meu chilique interno coloquei minhas malas no chão ao lado esquerdo da cama, e me deitei de barriga pra cima para admirar o meu teto, perco-me em meus pensamentos e resolvo da sinal de existência no twitter.

@AsTheEve Olá semi-deuses consegui sobreviver ao meu primeiro dia na casa nova... Ops, na minha casa nova.

Não sou de ficar em redes sociais, principalmente no twitter, mesmo não tendo uma vida social eu tenho outras coisas pra fazer, que eu na verdade considero mais mais importantes. Joguei meu celular na cama e fui tomar uma banho, e fiquei admirando o "meu" banheiro e imaginando o que o Simon estava pensando quando mandou pintar todo o quarto inclusive o banheiro de Rosa, ele sabe ou pelo menos achei que sabia que eu simplesmente não me dou bem com cores claras, principalmente rosa, porque não tem absolutamente nada, nada mesmo haver comigo.  Sai o banheiro enrolada na toalha mais gostosa e felpuda do mundo, me sentindo pela primeira vez realmente relaxada e literalmente em casa, vesti meu lindoo pijama de vaquinha porque sim, peguei meus fones na minha bagagem de mão e me deitei novamente na minha cama ao som de GRL, minha nova bandinha vicio e desmaiei.
Acordei com o sol quase inexistente de Londres acompanhado de um vento frio, batendo em meu rosto - Droga não fechei as cortinas... maldição - como se não fosse o bastante, minha mais nova companheira diária matinal a enxaqueca, por estar sem meus óculos pra descanso, também resolveu me cortejar  hoje. Me levantei e fui para o banho, de preferência frio para molhar minha cabeça antes que pegue fogo e queime os poucos neurônios que tenho, voltei para o quarto e vesti a roupa mais confortável que achei, que resultou em calças de moletom cinza e um top preto, nada de sutiã, pelo menos hoje. Desci pro café da manhã e na cozinha minha tradicional "família" de comercial de margarina estava reunida.
- 8:40hrs pensei que você iria hibernar, logo você que acorda as 6:00hrs que feio - Simon falou em seu incrível e inacreditável bom humor matinal, as vezes chego até a pensar que esse cara é um robô ou coisa do tipo porque né.
- Belo palpite "querido papai" eu realmente pretendia dormir como uma múmia, mas.... - disse no meu belíssimo mal humor suicida matinal - Acordei com uma enxaqueca que não é do nosso senhor Jesus, amém.
- To vendo que nosso passeio ao spar foi pros ares, que droga, queria apresentar minha filha mais velhas para as minhas amigas... ia adorar fazer uma invejinha - Laura se fez presente me fazendo rir de verdade desde que cheguei aqui, observado seu biquinho de menina emburrada - Queria que tivéssemos um dia de garotas.
- Ha Laura não se preocupe teremos muitas chances de sairmos juntas, mas essa enxaqueca ta me matando mesmo, onde esta o Enri? - me desculpei claro, porque ela parecia realmente animada com esse passeio, mas a vida é mesmo uma filha da mãe, se é que essa vadia tem mãe.
- Enri esta lá em cima com sua baba, Simone, ela esta arrumando ele pra sairmos, e Eve quero te apresentar Sr. Simpson nossa governanta - ela me mostrou uma senhora de meia idade loira de cabelos presos, e pele branca logo a traz do balcão da cozinha.
- Olá Sr. Simpsom é um prazer
- Digo o mesmo Srt. Cowell, bom irei ao supermercado deseja alguma coisa - ela perguntou me enquanto me acomodava na grande mesa da cozinha.
- Granola, Iogurte de pêssego, chá de folha de maracujá e camomila - Simon se pronunciou e todas nos o olhamos surpresas - O que? Não me olhem assim,afinal de contas que espece de pai eu seria se não soubesse  o que minha filha gosta de comer em seu café da manhã? quando ela tem esse habito desde os 6 anos.
- Ok, tenham um bom dia - disse a formosa Sr.Simpson se retirando da cozinha.
- Bom e eu também estou saindo para o spar até breve querido - disse Laura dando um beijo estalado em Simon .. Haaa - E você querida se cuide ok? - veio até mim dando-me um beijo na testa antes de sumir pela porta da cozinha me direção a porta da frente de casa.
- E eu vou estar aqui do lado em meus escritório, tenho uma reunião as 9:00hrs.
- Ha não... irei tomar cafe da manhã sozinha? - perguntei com minha melhor cara de brava - Não acredito Simon - sorri de canto
- O que posso fazer? alguém nessa casa tem que trabalhar, funciona - disse se retirando da cozinha em seguida, me deixando bem perdida me meus pensamentos.
Terminei o café da manhã e fui procurar um remédio, achei uma cartela de Edvil ( analgesico) , tomei dois e fui conhecer melhor a casa em que morarei por um bom e longo tempo, na sala fui até o centro e fiquei observando alguns quadros com cautela, uma Madonna Litta de " Da Vinci", que se não me engano e prestei bem atenção em minhas aulas de Historia é do seculo 15 (1490), juntamente com A Criação de Adão, pintada por Michelangelo que conheço bem e entre outros, mais  o que me deixou bem intrigada e maravilhada foi olhar a escultura de bronze A Valsa de Camille Claudel, me lembro vagamente de dizer a Simon que havia amado essa escultura, senti um sorriso involuntário em meu rosto, de uma alegria serena, em pensar no pai maravilhoso que a vida e as circunstancias me deu.
Assim que terminei de avaliar a galeria de arte pessoal de Simon, a inspiração veio até mim como um diluvio, com águas extremamente fortes, então peguei um maço de folhas que estava em cima da mesinha de centro de vidro e fui para a cozinha a procura de um lápis, que eu pudesse utilizar, assim que achei me sentei no balcão de mármore da cozinha e comecei a desenhar a fachada de um casarão da idade media, meio moderno com toque europeu/francês e leves referencias barrocas e góticas, uma mistura bem homogenia. Sr.Simpson chegou e ficamos na cozinha conversando, ela é uma mulher muito doce e gentil, até me deixou ficar com a colher do bolo de chocolate que ela fez, me senti uma criança de verdade naquele momento me senti a criança que eu nunca fui, sentada em cima de um balcão com folhas de papel, lapes e toda lambuzada de chocolate. O bolo ficou pronto e ela teve que sair novamente me deixando sozinha na cozinha fazendo estripulias.
Eu estou sozinha e bom não vejo problema em dar umas beliscadinhas nele, ela nem vai perceber não é mesmo? Bom pelo menos eu acho, fiquei desenhando e beliscando até que alguém chega na cozinha e meus sentidos travam, literalmente.



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