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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

#Cronica01

"Amores" de Férias por: dandy  

Férias.
Dias de completo tédio, no meu caso, ou de pura diversão no caso de alguns. Época em que as celas escolares abrem as portas e os jovens eufóricos com os hormônios a flor da pele começam uma caçada alucinante pela tão sonhada liberdade.
As ruas comuns se tornam um verdadeiro cenário de guerra, uma verdadeira guerra fria se inicia onde as trocas de olhares e sorrisos cheios de intenções são verdadeiras armas nucleares apontadas para corações sozinhos.
E sim, eu fui uma das milhares vitimas desta inestimável guerra fria que cessa apenas quando um dos oponentes cai.
Em uma noite qualquer de um dia de semana, minha querida e adorável mãe me pediu, lê-se me obrigou, a ir comprar ovos na padaria em frente a minha casa e devo dizer agradeço profundamente por ter me pedido tão gentilmente de ter saído de casa naquela noite. Depois de fechar “carinhosamente” o portão vendo meu pai tomar sua preciosa cerveja com seus amigos em plena terça-feira. Mal tinha começado a semana e já estava bebendo! Eu, raivosa, viro a cara para tal cena e avisto o que, talvez, possa ser o cara mais atraente que eu já vi em toda minha vida. Minha raiva some totalmente quando vejo o ser vestido numa regata cinza, de bermuda escura e segurando uma garrafinha d’água. Ele aparentemente voltava da academia junto com seu amigo que, sinceramente, não prestei atenção. Dando-me conta de que ele também me olhava de volta de uma forma intensa, mesmo de longe, desvio o olhar. Perguntei a mim mesma: o que de tão interessante ele havia visto em mim?

Percebendo que estava parada ali a tempo demais, eu finalmente atravesso a rua indo até a padaria sentindo-me completamente envergonhada. O fato curioso é que quando ele passou em frente a padaria onde eu ainda estava, ele continuava a manter aquele contato visual que eu não tive coragem – e nem queria – quebrar. Já dentro do meu doce lar eu me pergunto por que eu ainda pensava no “cara da academia”. Duvido que tenha durado mais de 5 minutos, mas foi ali, naquele momento de reflexão durante meu banho que eu me toquei que eu tinha me tornado a mais nova vitima daquela guerra frio-amorosa que tanto temia cair.

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